Este blog tem o objetivo de desenvolver assuntos complexo da atualidade sob o analise filosófico e teológica.
quinta-feira, 30 de março de 2017
quarta-feira, 29 de março de 2017
segunda-feira, 27 de março de 2017
O conceito de Igreja tem sido bastante maltratado.
O conceito de Igreja tem sido bastante maltratado.
Muitas pessoas têm visto a igreja por uma ótica hedonista, em que ela existe para tornar os homens felizes em busca dos prazeres como o bem maior. E até mesmo seus cultos são planejados de tal maneira que as pessoas devem sair satisfeitas das reuniões. Isto é feito para atender esta sociedade hedonista uma sociedade de consumo que adora comprar novidades e coisas boas. Todos ficam felizes após a reunião. Ouviram coisas boas e tiveram seu ego massageado. Um supermercado espiritual: ‘compre o que você quiser. Nossa finalidade é atender às suas necessidades’ (que não são tão necessárias assim).
Hoje temos uma igreja que pesquisa junto ao público para saber o que o público espera dela, para então oferecer o produto.
Infelizmente há quem venda o Evangelho como que vende creme dental ou sabonete. Tudo isto é um equívoco lamentável.
Martinho Lutero detestava a prática de venda de indulgências, que nada mais eram que pacotes caros pagos pelo perdão. Em 31 de outubro de 1517, na véspera do Dia de Todos os Santos, um dia importante do calendário, afixou seus protestos em latim à porta da igreja do castelo de sua cidade” (Fundamento, p.185).
Vivemos uma desfiguração do Evangelho e da Igreja que Deus edificou. O Primeiro a edificar a Igreja foi nosso grande mestre Jesus Cristo, em tudo o Senhor Jesus é exemplo para nós. Ele mesmo liderou um pequeno grupo com 12 homens, ensinando-os e passando com eles a maior parte do tempo de seu ministério terreno.
Tudo começou quando Jesus chamou alguns homens e os convidou a segui-lo. Este ato era suficiente para revelar o rumo que sua estratégia evangelística tomaria. Jesus começou a reunir aqueles homens antes de organizar campanhas evangelísticas ou mesmo de pregar em público. As pessoas eram a base de seu método de ganhar o mundo para Deus.
O objetivo inicial do plano de Jesus era o de arregimentar pessoas que fossem capazes de testemunhar a respeito de sua vida e manter sua obra em andamento depois que retornasse ao Pai. João e André foram os primeiros convocados, logo depois que Jesus deixou o cenário do grande avivamento promovido por João Batista em Betânia, do outro lado do rio Jordão (Jo 1:35-40).
André retribuiu levando seu irmão, Pedro (Jo 1:41,42). No dia seguinte, Jesus encontrou Filipe no caminho para a Galiléia, e Filipe, por sua vez, encontrou Natanael (Jo 1:43-51). Não há nenhuma evidência de que a seleção desses discípulos tenha sido precipitada. Eles foram designados, só isso. Tiago, irmão de João, não é mencionado como integrante do grupo até os quatro pescadores serem convocados novamente, muitos meses depois, no mar da Galiléia (Mc 1:19; Mt 4:21). Logo depois, ao passar pela cidade de Cafarnaum, o Mestre propõe a Mateus segui-lo (Mc 2:13,14; Mt 9:9; Lc 5:27,28). As peculiaridades envolvendo a chamada dos demais discípulos não foram registradas nos evangelhos, mas acredita-se que todas ocorreram no primeiro ano do ministério de nosso Senhor.
Como era de se esperar, os primeiros esforços no sentido de ganhar almas tiveram pouco ou nenhum efeito imediato na vida religiosa da época de Jesus, mas isso não era o mais importante. O tempo passou, e aqueles poucos pioneiros convertidos estavam destinados a se tornar os líderes da Igreja do Senhor que levariam o Evangelho por todo o mundo. Do ponto de vista do propósito supremo de Deus, suas vidas tiveram um significado que durará por toda a eternidade. É só isso que importa.
Os doze não aprendiam na base da teoria, experimentavam na prática as lições do dia a dia, (Mr3.13-19). Eles eram pessoas com diferenças marcantes (v. 16-19). Não tinha treinamento teológico. Eram pescadores, coletores de impostos, homens comuns:
> Tiago e João foram chamados de “filhos do trovão” por ser temperamentais e de gênio explosivo.
> Pedro era um homem impulsivo e temperamental.
> André um homem tímido, analítico e calado.
> Simão e Judas Iscariotes são tidos como zelotes, homens do punhal, guerrilheiros.
> Mateus era um cobrador de impostos, funcionário a serviço da estrutura dominante.
> Pedro e André homens modestos.
> Tiago e João, homens ricos, filhos de Zebedeu.
Quando comparamos as listas dos 12 apóstolos entre si (Mc. 3:13-19; Mt10:2-4; Lc. 6:14-16; At. 1:13). Vemos que eles dependiam uns dos outros para levar a obra adiante (Mc. 6:7). Somente seria possível manter a unidade se eles permanecessem em Cristo (v. 13-14).
Precisamos aprender a crescer com as nossas diferenças. É preciso unidade para levar a obra adiante. Temos ter cuidado, o reino de Deus não precisa de evangélicos e sim de discípulos, infelizmente, é possível viver na Igreja e nunca ser transformado, como Judas Iscariotes.
As palavras discípulo e fazer discípulos têm sua ideia original, como a raiz do grego indica, na prática da antiguidade dos povos do oriente, de um aprendiz seguir seu mestre e seu ensino.
Jesus tinha como meta que seus discípulos reproduzissem outros discípulos, e assim expandissem sua obra, (João 15:16).
Na palavra de Deus encontramos várias referências deste relacionamento:
• Os discípulos de Moisés (João 9:28)
• Os discípulos dos profetas (2 Reis 4:1,38)
• Discípulos dos levitas-músicos (1 Crônicas 25:8)
• Discípulos de João Batista (Mateus 9:14)
• Os Discípulos dos fariseus (Lucas 5:33)
• Discípulos de Jesus, tendo como primeira referência, dentre muitas outras, (Mateus 5:1)
• Os Discípulos de Paulo (Atos 9:25)
Muitas outras pessoas foram alcançadas, já no pentecoste havia cerca de 120 pessoas que foram cheios do poder de Deus que a cada dia foi multiplicando.
Isto dá início a uma Igreja que se reunia nos lares e gozava da comunhão do primeiro amor, do poder do Espírito Santo e da compaixão pelas almas perdidas.
Logo! A igreja é um grupo de pessoas que se reúne para experimentar o amor de Deus na comunhão com os irmãos, procurando sempre elevar o nível espiritual e alcançar outras pessoas para Cristo. E dentro da igreja existem alguns departamentos fundamentais para a evangelização.
domingo, 26 de março de 2017
A estratégia de Jesus com os 12
A estratégia de Jesus com os 12
Jesus, ao concentrar seu trabalho em
doze homens, nos revela um plano estratégico. Ele tinha muitos seguidores, mas
como poderia cuidar de todo aquele povo, que era como ovelhas sem pastor, e, ao
mesmo tempo, dar continuidade à obra que veio realizar da parte do Pai? Ele
tinha compaixão pelo povo sem quem o liderasse. O que ele poderia fazer diante
de tão grande necessidade? Se não podia tomar conta de todas as pessoas, teria,
então, que ter homens que cuidassem delas. Por isso, seu ministério desenvolveu-se
mais no cuidado pessoal de alguns homens, para que estes, uma vez cuidados
pessoalmente e preparados para a obra, dessem continuidade ao que ele veio
fazer. Assim, nasceu o discipulado de Jesus com seus doze discípulos.
Em Marcos 3:14-15, encontramos o plano
estratégico de Jesus para desempenhar sua obra: “Então designou doze para
estarem com ele e para os enviar a pregar, e a exercer a autoridade de expedir
demônios.”
No plano estratégico de Jesus há
duas preposições: “para”, que especificam duas etapas:
- Primeira etapa: “para
estarem com ele” - Compreende os capítulos 3.14 a 6.7. Era um
relacionamento intenso e íntimo. Esta foi a maneira mais eficiente que Jesus
encontrou para servir e ensinar seus discípulos. Eles aprendiam vendo Jesus
fazer (Atos 1.1) Tudo o que ele queria que seus discípulos fizessem, antes ele
dava exemplo. O exemplo é o melhor ensino. E nesta primeira etapa, os
discípulos aprendiam de Jesus para mais tarde praticarem o que receberam. Neste
tempo, Jesus estava formando suas vidas e equipando-os para a obra.
- Segunda etapa: “para os
enviar a pregar..." - A partir do capítulo 6.7. Depois de os discípulos aprenderem de Jesus, e
ainda continuarem aprendendo dele, eles, agora, são enviados à obra. A partir
do capítulo 6.7, eles começam a fazer o que aprenderam com Jesus. Eles pregam o
evangelho do reino, expelem demônios, curam enfermos (6. 7-30). Mas eles não
faziam a obra sozinhos. Jesus os tinha enviado de dois a dois (6.7). Eles
estavam vinculados com Jesus, e vinculados entre eles. O vínculo com Jesus é o
discipulado; e o vínculo entre eles é o companheirismo. E quando eles voltavam
das caminhadas evangelísticas, “lhe relatavam tudo o que tinham feito e
ensinado” (6.30). Ele começou sua obra com os doze, atingindo em primeiro, as
ovelhas perdidas de Israel, e depois as ovelhas perdidas do mundo.
Jesus se concentrou em poucos homens
e os treinou. É a prática mais eficiente
de se formar uma vida e de equipar para a obra. Nos textos paralelos do chamado
e envio dos doze, (Mateus 10.1-4 e Marcos 3.13-19 com 6.7,12,13, e Lucas 9.1,2)
, podemos dizer que há um tripé, que também se repete em outras situações:
1º) pregação do evangelho do reino;
2º) expulsão de demônios;
3º) cura das enfermidades.
Os oito princípios da sua obra
1) Seleção (Lc.6:13). Selecionou doze discípulos para entrarem com ele.
2) Associação (Marcos 3:14; 6:7 ; Lucas 6:14,15). Associou os
discípulos consigo pelo discipulado, e entre eles, pelo companheirismo.
3) Consagração (Mateus 11:29). Esperava que os homens que o
acompanhavam lhe fossem obedientes em tudo.
4) Transmissão (João 17:8). Transmitiu-lhes tudo o que recebera do Pai.
5) Demonstração (João 13:15). Antes de mandar fazer
qualquer coisa, dava-lhes demonstração de como fazer.
6) Delegação (Mateus 4:19). Deu do seu poder e autoridade para
seus discípulos fazerem discípulos dentre o povo judeu, e, mais tarde, dentre
todos os povos (Mateus
28:19).
7) Supervisão (Marcos 6:30). Quando os discípulos voltavam das caminhadas evangelísticas,
davam relatório a Jesus de tudo quanto haviam feito e ensinado, assim Jesus
podia ajudá-los, fortalecê-los, aperfeiçoá-los, e prepará-los para as novas
tarefas.
8) Reprodução (João 15:16). Jesus tinha como meta que
seus discípulos reproduzissem outros discípulos, e assim expandissem sua obra.
sexta-feira, 24 de março de 2017
A Inspiração da Bíblia - material da lição 03 (Teologia sistemática I)
Inspiração
dos originais, não das cópias
Os erros e as mudanças efetuados nas
cópias e nas traduções não podem ser atribuídos à inspiração original. Devido
aos erros das cópias dos manuscritos (erros que podem ser corrigidos por outros
manuscritos) temos dificuldades de entender determinados texto. Sem contar que abre
porta para algumas traduções tendenciosas.
Por exemplo, II Reis 8.26 diz que Azarias
tinha 22 anos de idade quando foi coroado rei, enquanto II Crônicas 22.2 diz
que tinha 42 anos. Não é possível que ambas as informações estejam corretas.
O
original é autorizado; a cópia errônea não tem autoridade.
Outros exemplos
desse tipo de erro podem encontrar-se nas atuais cópias das Escrituras (I
Rs 4.26 e 2 Cr 9.25).
Mesmo a tradução não sendo boa o espirito
de Deus pode conduzir a pessoa espiritual a verdade.
Portanto, uma tradução ou cópia só é
autorizada à medida que reproduz com exatidão os autógrafos.
De uma perspectiva técnica, só os
autógrafos são inspirados; todavia, para fins práticos, a Bíblia nas línguas de
nossa época, por ser transmissão exata dos originais, é a Palavra de Deus
inspirada.
Existem mais de 24.000 cópias de
manuscritos completos e parciais do Novo Testamento. Essas cópias manuscritas
são muito antigas e estão disponíveis para inspeção.
O Novo Testamento tem uma
esmagadora quantidade de evidências que dão base para a confiabilidade da
Bíblia. Se compararmos os melhores manuscrito
veremos que são incrivelmente exatos e dignos de confiança.
Devemos enfatizar que existem algumas
variantes nos textos, mas não têm absolutamente nenhum significado. Muitas
dessas variantes simplesmente envolvem o esquecimento de uma letra em uma
palavra; algumas envolvem a inversão de uma palavra com a que a sucede (como
“Cristo Jesus” ao invés de “Jesus Cristo”).
Quando todos os fatos são postos sobre a
mesa, chegamos à conclusão que nenhuma doutrina da fé Cristã ou qualquer ordem
moral é afetada por elas. Comparando todos os manuscritos disponíveis um com o
outro, podemos vir a ter segurança concernente aos escritos Bíblicos.
Obs: As pessoas que faziam a cópia propriamente dita eram chamadas escribas. Havia uma classe profissional de homens que se davam a esse tipo de trabalho. Em algumas das cidades maiores, havia scriptoriums, muito parecidos com os escritórios de hoje. Mas deve ser lembrado que a imprensa não foi inventada até cerca de 1450, e todos os livros tinham que ser escritos a mão (daí a palavra "manuscrito", do latim manuscriptum: escrito a mão) e todas as cópias eram feitas do mesmo modo. Por estas razões, muitos erros de transcrição poderiam entrar na última cópia de um livro.
Nos scriptoriums um leitor vagarosamente ditaria o material a ser copiado, e os escribas escreveriam o que ouviam. Por esta razão, muitos erros de soletragem apareciam no texto. As vezes o leitor pronunciava erroneamente uma palavra, ou a luz estaria fraca e o texto difícil de se ver, ou o copista ou escriba não daria sua total atenção ao seu trabalho. Era um trabalho tedioso. Geralmente nos lugares de cópia profissional haveria uma pessoa que leria e corrigiria a cópia acabada. Estas correções podem ser encontradas em muitos dos manuscritos unciais do quarto e quinto séculos.
Contudo, no caso de uma igreja pobre, as cópias eram feitas apressadamente e sem o benefício de uma revisão por miúdo. Certamente entravam erros, e mais enganos podiam ser acrescentados, à medida que as cópias das cópias eram feitas.
Há alguns tipos de erros acidentais que poderiam ser feitos.
(1) Equívoco auditivo - quando certas vogais e ditongos gregos vieram a ser pronunciados de maneira praticamente idêntica, (palavras homófonas). Isto acontecia quando um dos encarregados de produzir a cópia ditava o texto, e outro, copiava. Sendo assim, o que estava copiando ouvia uma palavra e a transcrevia, sem saber que estava, na verdade, escrevendo outra que tinha o mesmo som, mas significado diferente.
O leitor bem podia saltar uma palavra, ou letra, e ler erroneamente as abreviações. Ás vezes o texto que estava sendo copiado tinha palavras ou orações explicativas nas margens ou entre as linhas, e o leitor incorporaria estas ao ler o texto para o escriba.
(2) Equívoco visual - alguns erros foram cometidos ao confundir certas letras com outras de grafia semelhante. O erro que se originava quando o escriba confundia letras que têm grafias parecidas.
No AT, as letras do alfabeto hebraico d (d) er (r) e b (b) e k (k) eram as que causavam mais confusão, pois têm grafia quase idêntica, como podemos notar. E no NT, a letra grega M, quando escrita em estilo uncial, era frequentemente confundida com duas letras ^ juntas (^^), e vice-versa.
O apóstolo Paulo diz em sua carta aos gálatas: “Vede com que letras grande vos escrevi de meu próprio punho” (Gl.6.11). Agora, imaginemos como seria impressionante poder ver a epístola no original ou ver como apóstolo assinava seus textos. Até a invenção da imprensa, muitos erros foram cometidos, resultado natural da fragilidade dos copistas. E obviamente, à medida, que aumentavam as cópias, mais cresciam as divergências entre elas. Afinal cada copista acrescentava os próprios erros àqueles já cometidos pelo anterior. O objetivo da Crítica Textual tem sido de avaliar as fontes e reconstruir o texto com a maior probabilidade de ser o original.
Dentro do equívoco visual tem o que chamamos de “parablepse”, que significa pular de uma palavra, frase ou parágrafo para outro, devido a começos ou términos semelhantes.
(3) Equívoco de memória - poderiam variar desde a substituição de sinônimos, a inversão na sequência de palavras, quando a mente traía o copista.
(4) Equívoco de julgamento - Quando um copista se deparava com comentários diversos anotados na margem do manuscrito que lhe estivesse servindo de modelo e não dispusesse de outras cópias para efeito de comparação, poderia incluí-lo no texto julgando que de fato devessem estar ali. Por exemplo, um manuscrito do século XIV, há um exemplo de erro de julgamento.
O modelo do qual foi copiado o evangelho de Lucas deveria trazer a genealogia de Jesus (3. 3-28) em duas colunas paralelas de 28 linhas cada. Todavia, ao copiar o texto seguindo a ordem das colunas, o escriba o fez seguindo a ordem das linhas, passando de uma coluna para outra. Como resultado, praticamente todos os filhos tiveram seus pais trocados.
Há alguns tipos de erros propositais que poderiam ser feitos.
Deve ser lembrado que na própria igreja primitiva os vinte e sete livros não eram tratados como escritos sagrados. A medida que o conceito da autoridade apostólica aumentava, a veneração desses manuscritos geralmente os protegia de maiores erros. Mas, nos anos iniciais, um escriba, ou leitor, intencionalmente alteraria um texto, por várias razões. Poderia ser para mudanças linguísticas, doutrinarias ou retóricas; para "refinar" o texto gramaticalmente.
Certas vezes um escriba iria desejar esclarecer alguma dificuldade histórica ou fazer um texto harmonizar-se com outro. É por este motivo que se constitui o conflito real na crítica textual.
Passagens tais como Marcos 16:9-20; João 7:53-8:11; I João 5:7,8 são desta natureza.
(1) Correção ortográfica, gramatical e estilística - A maioria das alterações ortográficas nos manuscritos bíblicos ocorreu devido à falta de qualquer padronização oficial e à influencia de vários dialetos, assim inúmeros termos gregos acabaram tendo formas diversas na soletração, principalmente os nomes próprios.
(2) Harmonização textual e litúrgica - o copista se sentia tentado a harmonizar os livros que apresentassem passagens paralelas, um pouco divergentes. Principalmente nos evangelhos sinóticos, com muitos textos sendo alterados para uma narrativa mais unificada possível. Alguns textos eram adaptados para ser lidos publicamente nos serviços de culto, e tais arranjos influenciaram a própria transmissão do texto. O exemplo mais claro é o da Oração do Senhor (Mt.6. 9-13), cuja doxologia “pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém.”, foi acrescentada para o uso litúrgico, acabou sendo incorporada em muitos manuscritos.
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Doxologia significa “palavra de glória”. É formada por dois termos gregos: doxa, que significa glória, e logos, que significa palavra. A doxologia é, portanto, uma fórmula de louvor e glorificação para honrar a Deus.
Exemplo: Dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele a glória por toda a eternidade! Amém (Rm.11,36); Tu és digno Senhor, nosso Deus, de receber a honra, a glória e a majestade, porque criaste todas as coisas, e por tua vontade é que existem e foram criadas (Ap.4,11).
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(3) Correção histórica e geográfica - Alguns escribas tentaram harmonizar o relato do Evangelho de João da cronologia da Paixão
(4) Interpolação de notas marginais, complementos naturais e tradições - A inclusão de textos ao corpo textual como apontamentos, correções, interpretações, reações pessoais e mesmo informações gerais quanto ao texto era comum.
Note-se que certas palavras falta numa ou noutra passagem Bíblica. O acréscimo dos textos chama-se complementos naturais.
Apesar de todos os esforços possíveis para fazer os manuscritos sagrados eles não ficaram isento de erros e, em muitos detalhes, não transmite o conteúdo verbal inicialmente registrado.
Antes do trabalho de fixação do texto pelos escribas e massoretas, já se haviam introduzido muitos erros e se fizeram alterações que, desde então, têm sido assumidos e retransmitidos.
Apesar de os tradutores disporem de textos padronizados da Bíblia nas línguas originais, as passagens que foram modificadas, de uma maneira geral, acabam por se perpetuarem nas traduções, fazendo com que o estudo das versões da Bíblia seja necessário, a fim de esclarecer o porquê de haver determinadas passagens que variam radicalmente de uma versão para outra.
Determinados trechos, são objeto de estudo da crítica textual, (ciência em cujas teorias nos pautamos, e cujo objetivo é recuperar a forma original das Escrituras, mediante de todas as cópias disponíveis dessas obras).
Os críticos têm demonstrado que as variantes têm pouca ou nenhuma importância. O fundo doutrinário fica obscurecido, nem pouco alterado, pelas passagens criticamente incertas.
Podemos afirmar com toda a certeza científica que o texto dos cristãos, foi conservado doutrinariamente incorrupto. A maioria das alterações que aparecem nos manuscritos da Bíblia diz respeito a formas ortográficas e a questões gramaticais e estilísticas, que não chegam a afetar o sentido do texto, visto que podem ser facilmente corrigidas pelos estudiosos.
Acreditamos que a Bíblia é plena e verbalmente inspirada no seu original. A nossa intenção é procurar dar maior segurança possível ao leitor quanto à fidedignidade da fonte grega de todas as versões que temos hoje.
Hoje existem algumas dificuldades na Bíblia, mas não há erros. Ninguém conseguiu provar que a Bíblia está errada. Em alguns trechos houve erro do copista, mas com a análise de outras cópias resolveu-se o problema. O que acontece às vezes, é problema de interpretação dos homens, ou algo que ainda não foi esclarecido.
> Judas se enforcou? Conforme (Mt 27:5), ou caiu e se rompeu conforme (At 1:18).
Os pormenores vividos de Atos podem ser a narrativa do que aconteceu algum tempo depois que Judas se enforcou, quando o seu corpo decomposto foi derrubado da forca ou se desintegrou por causa da decomposição.
> Deus nunca muda de idéia nem se arrepende do que faz ... (Ml 3:6; Nm 23:19; Tg 1:17) Mas em Êx 32:14 diz: Então o Senhor se arrependeu do mal que dissera havia de fazer ao seu povo. (Gn 6:6-7) Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra..., e aparece também em (Jn 3:10; 2 Rs 20:1-7).
Deus nunca falha; nunca hesita; nunca muda.
Por sua própria natureza, Ele é fiel e leal às suas promessas e alianças. Mesmo assim, esse atributo de fidelidade de Deus não exclui a possibilidade de Ele alterar seus planos, propósitos ou intenções sob determinadas circunstâncias.
Por exemplo, Deus realmente muda, às vezes, seus planos no tocante a juízo, em resposta às orações intercessórias do seu povo fiel (Êx 32.11,14) ou como resultado do arrependimento de um povo iníquo (Jn 3.1-10; 4.2).
> Certo escriba, copiando Mt.24:36 omitiu as palavras “nem o Filho”, pois o escriba sabia que Jesus era onisciente, e deduziu que alguém havia cometido erro (Alefe, Bizantino).
> Ninguém jamais viu a Deus (João 1:18, 6:46, I João 4:12).
Jacob viu Deus cara a cara (Gênesis 32:30).
Moisés e os anciões de Israel viram Deus (Êxodo 24:9-11).
Deus falou com Moisés cara a cara (Êxodo 33:11; Dt. 34:10).
Ezequiel viu Deus em uma visão (Ezequiel 1:27-28).
> Quem foi ao sepulcro? Uma mulher (Jo 20:1) duas mulheres (Mt :16;28) três mulheres (Mc 16:1-2) ou várias mulheres? (Lc 23:54-55; 24:1; 24:10).
Apesar de Lucas não ter sido uma testemunha ocular seu Evangelho é o mais completo, talvez por ser ele um escritor culto e hábil, um historiador atento e teólogo inspirado. Os autores dos evangelhos de Mateus e João são testemunhas oculares, pois foram apóstolos de Jesus. O que os apóstolos queriam destacar é que as mulheres foram ao sepulcro, juntamente com Maria Madalena. Que importa a quantidade de mulheres? O que importa é que Jesus vive!
> Em João 2.1, o texto grego diz: “No terceiro dia...”, expressão de tempo que requer a correta interpretação. Em grego, “no terceiro dia” significa “depois de amanhã”. Assim, digamos que isso tivesse sido escrito numa “quarta-feira”. De acordo com o pensamento ocidental moderno, o “terceiro dia” seria o “sábado”. No entanto, de acordo com o pensamento helênico, “o terceiro dia” em relação à quarta-feira seria a “sexta-feira”, pois se contava o próprio dia em que se falava (a “quarta-feira”) como o “primeiro dia”.
> Encontramos aqueles que atribuem erro à passagem, exemplo: I Co.10:8 onde lemos que 23.000 homens morreram no deserto, enquanto que Nm.25:9 diz que morreram 24.000.
Acontece que em Números nós temos o número total dos mortos, ao passo que em I aos Coríntios nós temos o número parcial que somado ao restante dos homens relacionados nos versículos 9 e 10, deverá contabilizar o total de 24.000.
> Era costume muitos escribas se reunirem numa sala enquanto um leitor lhes ditava o texto sagrado. Desse modo o ouvido traía o escriba até mesmo quando o copista solitário ditava a si próprio. Em Ap.15:6 onde se lê “vestidos de linho puro” a palavra grega linon é substituída por lithon nos manuscritos originais “vestidos de pedra pura”. Desse modo uma só letra que o ouvido menos apurado não entendeu direito e que produziu completa mudança de sentido, torna-se erro grosseiro e hilariante.
> Ao copiar os sinópticos, o escriba era levado a harmonizar passagens paralelas. É o caso de Mt.12:13 onde se lê “...estende a tua mão. E ele estendeu; e ela foi restaurada como a outra”. Em alguns manuscritos de Marcos o texto termina em “restaurada”, sendo que em outros o escriba acrescentou as palavras “como a outra” para harmonizá-lo.
> Um outro problema textuais se refere-se ao número de pessoas que Jesus enviou nesta missão descrita a partir de Lc 10.1. Muitos manuscritos do N.T registram setenta, (RC) e (RA). Mas existem outros manuscritos, que dizem setenta e dois (NTLH). Com as evidências que se tem à disposição, é impossível ter certeza acerca do que está correto, embora a maior parte dos estudiosos contemporâneos prefiram o texto tal qual se apresenta na NTLH, ou seja, setenta e dois. A Bíblia de Estudo Almeida acrescenta: “É uma possível alusão simbólica à evangelização do mundo pagão, já que tradicionalmente se falava de 70 (ou 72) nações no mundo (as nações enumeradas em Gn 10 são 70 no texto hebraico e 72 na versão grega, LXX).”
> Passagens de difícil interpretação eram alvo dos escribas que tentavam completar o seu sentido através de interpolação e supressões. Um caso de interpolação encontra-se em Mt.26:15 onde as palavras “trinta moedas de prata” foram alteradas para “trinta estateres” afim de definir o tipo de moeda mencionada. Mais tarde outros escribas que conheciam os dois textos, juntaram-no produzindo a frase “trinta estateres de prata”.
Esta é uma época de questionamentos. As pessoas costumam duvidar e questionar tudo que seja antigo, tradicional, ou histórico. Sempre que falamos de Cristo, alguns dizem: “Os homens escreveram a Bíblia, e eu não creio que ela seja a ''Palavra de Deus''. Está cheia de erros e hoje não é confiável".
Se estudá-la atentamente, decerto encontrará “contradições” na Bíblia. Mas, se estudar um pouco, mas descobrirá que a Bíblia não se contradiz.
Numa exposição de arte moderna, havia uma tela em branco em lugar de uma pintura. Abaixo da mesma achava-se o título, “Uma vaca pastando”. Um visitante perguntou ao artista: “O que significa este quadro? Não vejo pasto algum.
Onde está a vaca pastando?”
O artista respondeu: “A vaca comeu todo o pasto”.
O visitante insistiu: “Mas onde está a vaca?”
O pintor replicou: “Para que a vaca ia permanecer ali, se não restou nenhum capim?”
Alertas!
No mundo inteiro estão sendo produzidas Bíblias totalmente adulteradas com o objetivo de agradar a certos grupos, e sorrateiramente, minar doutrina do arrependimento e fé em Jesus Cristo. Deus nos alertou para não retirarmos nem adicionarmos informações (Ap 22:18-19). Bíblia ecléticas (sem firmeza doutrinária) estão invadindo o meio cristão com um Evangelho centrado no homem e não em Jesus Cristo (At 20:29-31; 2º Pe 2:1).
Podemos ter traduções novas e atualizadas, porém elas precisam ser fiéis ao TEXTO GREGO preservado pela Igreja. Se a Bíblia não tivesse sido dividida em Capítulos e Versículos (“trava” providencial de Deus), hoje nossas Bíblias seriam bem menores e teriam sidos retirados todos os trechos que incomodam.
O inimigo sabe que se corromper a Bíblia ele corrompe o fundamento da fé. É assim que ele vem tentando fazer desde o início do mundo (Gn 3:1,4). “...portanto sede prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mt 10:16).
A Inspiração da Bíblia - material da lição 03 (Teologia sistemática I)
Como Deus entregou a Bíblia aos escritores?
O homem não teria o conhecimento de Deus
se o próprio Deus não se revelasse de forma clara e real. Deus falou aos homens
de muitas maneiras. O processo pelo qual Deus transmite sua mensagem ao homem é
apresentado pelo menos de três importantes maneiras: inspiração revelação, e
iluminação.
O
processo da inspiração
A Bíblia seria um, entre milhares de livros ultrapassados, se não fosse inspirada pelo Espírito Santo de Deus. O que diferencia a Bíblia de todos os demais livros do mundo é a sua inspiração Divina (Jó 32.8; 2 Tm 3.16; 2 Pe 1.21). É devido à inspiração Divina que ela é chamada a Palavra de Deus. Mas o que é inspiração?
No sentido fisiológico inspiração é a
entrada do ar para dentro dos pulmões. É pela inspiração do ar que temos fôlego
para falar.
No sentido teológico a palavra “inspiração
que vem do grego (Theopneustos), que significa soprado pelo Espírito Santo,
(Theo = Deus / pneuma = ar / pneustos = assoprado).
Logo podemos definir como: a influência
sobrenatural do Espírito Santo como um sopro, sobre os escritores da Bíblia,
capacitando-os a receber e transmitir a mensagem divina sem mistura de erro, (2
Pe 1.19-21; Ez.1:3; Jr.36:1-2; 2 Tm.3.16-17).
A própria Bíblia reivindica a si a
inspiração de Deus, pois a expressão "Assim diz o Senhor", como
carimbo de autenticidade divina, ocorre mais de 2.600 vezes nos seus 66 livros.
Embora a Bíblia seja inspirada por Deus, (2
Pe 1.20-21; 2 Tm 3.16-17; Ap 1.1-3), a participação do homem na recepção da
revelação assumiu várias formas: ocasionalmente, o escritor bíblico recebeu um
“ditado” divino para escrever, (Lv 26.46); outras vezes o
escritor teve que estudar antes de escrever, (Dn
9.2; Lc 1.1-4);
eles se utilizavam de outros livros inspirados ou não, (Nm
21.14; Js 10.13; 2 Sm 1.18; 1 Cr 29.29). Ocasionalmente
descreviam visões, sonhos ou aparições que testemunharam (Is
6, Jr 24; Dn 7-12; Ap 1-22); vários autores puderam escrever seu testemunho
pessoal, pois foram testemunhas oculares dos eventos que relatam
(Js.24.26. Jo. 19.35; 21.24; 1 Jo 1.1-4; 2 Pe 1.16-18).
Algumas teorias sobre a Inspiração:
(1) Natural
humana - não há qualquer elemento sobrenatural envolvido. A Bíblia foi
escrita por homens de grande talento.
(2) Mística
ou Iluminativa, (divina comum) - Os autores bíblicos foram cheios do
Espírito como qualquer crente pode ser hoje. Esta teoria afirma que inspiração
que capacitou os escritores é a mesma inspiração que nos capacita para fazer a
obra de Deus hoje.
(3) Parcial
- Somente o não conhecível foi inspirado. Diz que a bíblia não é
apalavra de Deus mas que contém a palavra de Deus.
Se
esta teoria estiver correta, logo precisamos saber quem tem a autoridade de
definir o que é, e o que não é a palavra de Deus!
(4) Ditado verbal ou mecânica (ditação) - Os
autores foram apenas instrumentos passivos nas mãos de Deus como máquinas de
escrever. Esta teoria afirma que Deus ditou cada palavra não abrindo espaço
para a atividade humana. Mas, ao lermos a Bíblia podemos notar as
características própria de cada escritor.
(5) Conceitual,
(inspiração das ideias) - Os conceitos, não as palavras, foram
inspirados.
(6) Inspiração
Falível - Esta vem ganhando popularidade, de que a Bíblia é inspirada
mas não isenta de erros.
(7) Verbal
ou Plenária - Esta é a verdadeira doutrina e significa que cada palavra
(verbal) e todas as palavras (plenária) foram inspiradas por Deus. Onde Deus e
o homem trabalharam juntos.
Os escritores receberam a mensagem
diretamente de Deus de uma forma verbal, palavra por palavra, e não apenas os
pensamentos principais, (At 1:16; 2 Tm 3:16-17; Hb 10:15-17; 2
Pe 1:20-21; Mt 4:4-5; 5:17-18; 1 Co 2:13;).
O A.T. afirma sua Inspiração: (Dt.4:2,5; Is.1:10; Jr.1:2,9; Ez.3:1,4; Os.1:1;).
O N.T. afirma sua Inspiração: (Mt.10:19; Jo.14:26;15:26,27; Jo.16:13; At.2:33;15:28; ITs.1:5; ICo.2:13; IICo.13:3; IIPe.3:16; ITs.2:13; ICo.14:37).
O A.T. afirma sua Inspiração: (Dt.4:2,5; Is.1:10; Jr.1:2,9; Ez.3:1,4; Os.1:1;).
O N.T. afirma sua Inspiração: (Mt.10:19; Jo.14:26;15:26,27; Jo.16:13; At.2:33;15:28; ITs.1:5; ICo.2:13; IICo.13:3; IIPe.3:16; ITs.2:13; ICo.14:37).
É importante lembra que esta inspiração,
cessou ao ser concluído os livros sagrados. A inspiração e a conseqüente
autoridade da Bíblia não se estendem automaticamente a todas as cópias e
traduções da Bíblia.
Só os manuscritos originais, conhecidos por autógrafos, foram inspirados por Deus.
Só os manuscritos originais, conhecidos por autógrafos, foram inspirados por Deus.
quinta-feira, 23 de março de 2017
quarta-feira, 22 de março de 2017
quarta-feira, 1 de março de 2017
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