A estratégia de Jesus com os 12
Jesus, ao concentrar seu trabalho em
doze homens, nos revela um plano estratégico. Ele tinha muitos seguidores, mas
como poderia cuidar de todo aquele povo, que era como ovelhas sem pastor, e, ao
mesmo tempo, dar continuidade à obra que veio realizar da parte do Pai? Ele
tinha compaixão pelo povo sem quem o liderasse. O que ele poderia fazer diante
de tão grande necessidade? Se não podia tomar conta de todas as pessoas, teria,
então, que ter homens que cuidassem delas. Por isso, seu ministério desenvolveu-se
mais no cuidado pessoal de alguns homens, para que estes, uma vez cuidados
pessoalmente e preparados para a obra, dessem continuidade ao que ele veio
fazer. Assim, nasceu o discipulado de Jesus com seus doze discípulos.
Em Marcos 3:14-15, encontramos o plano
estratégico de Jesus para desempenhar sua obra: “Então designou doze para
estarem com ele e para os enviar a pregar, e a exercer a autoridade de expedir
demônios.”
No plano estratégico de Jesus há
duas preposições: “para”, que especificam duas etapas:
- Primeira etapa: “para
estarem com ele” - Compreende os capítulos 3.14 a 6.7. Era um
relacionamento intenso e íntimo. Esta foi a maneira mais eficiente que Jesus
encontrou para servir e ensinar seus discípulos. Eles aprendiam vendo Jesus
fazer (Atos 1.1) Tudo o que ele queria que seus discípulos fizessem, antes ele
dava exemplo. O exemplo é o melhor ensino. E nesta primeira etapa, os
discípulos aprendiam de Jesus para mais tarde praticarem o que receberam. Neste
tempo, Jesus estava formando suas vidas e equipando-os para a obra.
- Segunda etapa: “para os
enviar a pregar..." - A partir do capítulo 6.7. Depois de os discípulos aprenderem de Jesus, e
ainda continuarem aprendendo dele, eles, agora, são enviados à obra. A partir
do capítulo 6.7, eles começam a fazer o que aprenderam com Jesus. Eles pregam o
evangelho do reino, expelem demônios, curam enfermos (6. 7-30). Mas eles não
faziam a obra sozinhos. Jesus os tinha enviado de dois a dois (6.7). Eles
estavam vinculados com Jesus, e vinculados entre eles. O vínculo com Jesus é o
discipulado; e o vínculo entre eles é o companheirismo. E quando eles voltavam
das caminhadas evangelísticas, “lhe relatavam tudo o que tinham feito e
ensinado” (6.30). Ele começou sua obra com os doze, atingindo em primeiro, as
ovelhas perdidas de Israel, e depois as ovelhas perdidas do mundo.
Jesus se concentrou em poucos homens
e os treinou. É a prática mais eficiente
de se formar uma vida e de equipar para a obra. Nos textos paralelos do chamado
e envio dos doze, (Mateus 10.1-4 e Marcos 3.13-19 com 6.7,12,13, e Lucas 9.1,2)
, podemos dizer que há um tripé, que também se repete em outras situações:
1º) pregação do evangelho do reino;
2º) expulsão de demônios;
3º) cura das enfermidades.
Os oito princípios da sua obra
1) Seleção (Lc.6:13). Selecionou doze discípulos para entrarem com ele.
2) Associação (Marcos 3:14; 6:7 ; Lucas 6:14,15). Associou os
discípulos consigo pelo discipulado, e entre eles, pelo companheirismo.
3) Consagração (Mateus 11:29). Esperava que os homens que o
acompanhavam lhe fossem obedientes em tudo.
4) Transmissão (João 17:8). Transmitiu-lhes tudo o que recebera do Pai.
5) Demonstração (João 13:15). Antes de mandar fazer
qualquer coisa, dava-lhes demonstração de como fazer.
6) Delegação (Mateus 4:19). Deu do seu poder e autoridade para
seus discípulos fazerem discípulos dentre o povo judeu, e, mais tarde, dentre
todos os povos (Mateus
28:19).
7) Supervisão (Marcos 6:30). Quando os discípulos voltavam das caminhadas evangelísticas,
davam relatório a Jesus de tudo quanto haviam feito e ensinado, assim Jesus
podia ajudá-los, fortalecê-los, aperfeiçoá-los, e prepará-los para as novas
tarefas.
8) Reprodução (João 15:16). Jesus tinha como meta que
seus discípulos reproduzissem outros discípulos, e assim expandissem sua obra.
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