segunda-feira, 27 de março de 2017

O conceito de Igreja tem sido bastante maltratado.

O conceito de Igreja tem sido bastante maltratado. 

     Muitas pessoas têm visto a igreja por uma ótica hedonista, em que ela existe para tornar os homens felizes em busca dos prazeres como o bem maior. E até mesmo seus cultos são planejados de tal maneira que as pessoas devem sair satisfeitas das reuniões. Isto é feito para atender esta sociedade hedonista uma sociedade de consumo que adora comprar novidades e coisas boas. Todos ficam felizes após a reunião. Ouviram coisas boas e tiveram seu ego massageado. Um supermercado espiritual: ‘compre o que você quiser. Nossa finalidade é atender às suas necessidades’ (que não são tão necessárias assim). 
      Hoje temos uma igreja que pesquisa junto ao público para saber o que o público espera dela, para então oferecer o produto.
    Infelizmente há quem venda o Evangelho como que vende creme dental ou sabonete. Tudo isto é um equívoco lamentável. 
   Martinho Lutero detestava a prática de venda de indulgências, que nada mais eram que pacotes caros pagos pelo perdão. Em 31 de outubro de 1517, na véspera do Dia de Todos os Santos, um dia importante do calendário, afixou seus protestos em latim à porta da igreja do castelo de sua cidade” (Fundamento, p.185).
    Vivemos uma desfiguração do Evangelho e da Igreja que Deus edificou. O Primeiro a edificar a Igreja foi nosso grande mestre Jesus Cristo, em tudo o Senhor Jesus é exemplo para nós. Ele mesmo liderou um pequeno grupo com 12 homens, ensinando-os e passando com eles a maior parte do tempo de seu ministério terreno.
   Tudo começou quando Jesus chamou alguns homens e os convidou a segui-lo. Este ato era suficiente para revelar o rumo que sua estratégia evangelística tomaria. Jesus começou a reunir aqueles homens antes de organizar campanhas evangelísticas ou mesmo de pregar em público. As pessoas eram a base de seu método de ganhar o mundo para Deus.
    O objetivo inicial do plano de Jesus era o de arregimentar pessoas que fossem capazes de testemunhar a respeito de sua vida e manter sua obra em andamento depois que retornasse ao Pai. João e André foram os primeiros convocados, logo depois que Jesus deixou o cenário do grande avivamento promovido por João Batista em Betânia, do outro lado do rio Jordão (Jo 1:35-40).
   André retribuiu levando seu irmão, Pedro (Jo 1:41,42). No dia seguinte, Jesus encontrou Filipe no caminho para a Galiléia, e Filipe, por sua vez, encontrou Natanael (Jo 1:43-51). Não há nenhuma evidência de que a seleção desses discípulos tenha sido precipitada. Eles foram designados, só isso. Tiago, irmão de João, não é mencionado como integrante do grupo até os quatro pescadores serem convocados novamente, muitos meses depois, no mar da Galiléia (Mc 1:19; Mt 4:21). Logo depois, ao passar pela cidade de Cafarnaum, o Mestre propõe a Mateus segui-lo (Mc 2:13,14; Mt 9:9; Lc 5:27,28). As peculiaridades envolvendo a chamada dos demais discípulos não foram registradas nos evangelhos, mas acredita-se que todas ocorreram no primeiro ano do ministério de nosso Senhor.
     Como era de se esperar, os primeiros esforços no sentido de ganhar almas tiveram pouco ou nenhum efeito imediato na vida religiosa da época de Jesus, mas isso não era o mais importante. O tempo passou, e aqueles poucos pioneiros convertidos estavam destinados a se tornar os líderes da Igreja do Senhor que levariam o Evangelho por todo o mundo. Do ponto de vista do propósito supremo de Deus, suas vidas tiveram um significado que durará por toda a eternidade. É só isso que importa. 
     Os doze não aprendiam na base da teoria, experimentavam na prática as lições do dia a dia, (Mr3.13-19). Eles eram pessoas com diferenças marcantes (v. 16-19). Não tinha treinamento teológico. Eram pescadores, coletores de impostos, homens comuns: 
> Tiago e João foram chamados de “filhos do trovão” por ser temperamentais e de gênio explosivo. 
Pedro era um homem impulsivo e temperamental. 
André um homem tímido, analítico e calado. 
Simão e Judas Iscariotes são tidos como zelotes, homens do punhal, guerrilheiros.
Mateus era um cobrador de impostos, funcionário a serviço da estrutura dominante. 
Pedro e André homens modestos. 
Tiago e João, homens ricos, filhos de Zebedeu.

     Quando comparamos as listas dos 12 apóstolos entre si (Mc. 3:13-19; Mt10:2-4; Lc. 6:14-16; At. 1:13). Vemos que eles dependiam uns dos outros para levar a obra adiante (Mc. 6:7). Somente seria possível manter a unidade se eles permanecessem em Cristo (v. 13-14). 
   Precisamos aprender a crescer com as nossas diferenças. É preciso unidade para levar a obra adiante. Temos ter cuidado, o reino de Deus não precisa de evangélicos e sim de discípulos, infelizmente, é possível viver na Igreja e nunca ser transformado, como Judas Iscariotes.
   As palavras discípulo e fazer discípulos têm sua ideia original, como a raiz do grego indica, na prática da antiguidade dos povos do oriente, de um aprendiz seguir seu mestre e seu ensino. 
    Jesus tinha como meta que seus discípulos reproduzissem outros discípulos, e assim expandissem sua obra, (João 15:16).
   Na palavra de Deus encontramos várias referências deste relacionamento:

• Os discípulos de Moisés (João 9:28)
• Os discípulos dos profetas (2 Reis 4:1,38)
• Discípulos dos levitas-músicos (1 Crônicas 25:8)
• Discípulos de João Batista (Mateus 9:14)
• Os Discípulos dos fariseus (Lucas 5:33)
• Discípulos de Jesus, tendo como primeira referência, dentre muitas outras, (Mateus 5:1)
• Os Discípulos de Paulo (Atos 9:25)

    Muitas outras pessoas foram alcançadas, já no pentecoste havia cerca de 120 pessoas que foram cheios do poder de Deus que a cada dia foi multiplicando. 
    Isto dá início a uma Igreja que se reunia nos lares e gozava da comunhão do primeiro amor, do poder do Espírito Santo e da compaixão pelas almas perdidas. 
   Logo! A igreja é um grupo de pessoas que se reúne para experimentar o amor de Deus na comunhão com os irmãos, procurando sempre elevar o nível espiritual e alcançar outras pessoas para Cristo. E dentro da igreja existem alguns departamentos fundamentais para a evangelização. 



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